#001 – Comece pelo “Porque”

Psicologia

#002 – A Faisca Do video, “Olhe para fora, Olhe para dentro”

Ideias

#003 – Thumbnails fundamentos

Embalagem

#004 – Thumbs na Prática

Embalagem

#005 – Roteiros, o geralzão para você já aplicar

Roteiro

#006 – como tratar audio

Audio

#007 – princípios da edição

Edição

#008 – A mais importante

Psicologia

#009 – Big Idea e a construção

Roteiro

#010 – Simplicidade (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#011 – Exessos (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#012 – Estilo (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#013 – Público (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#014 – Sonoridade (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#015 – Unidade (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#016 – Lide (intro de livros) e Encadeamento de frazes (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#017 – Comunicação: convicção, entusiasmo e curiosidade.

Escrita avançadaFalaRoteiro

#018 – Audiência

AlgoritimoEscrita avançadaPsicologiaRoteiro

#019 – ECO. A arte de finalizar textos. (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#020 – No começo imite ( Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#021 – Quem é você pra falar disso? (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#022- Carpintaria ( Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#023 – A qualidade é sua recompensa (Escrita avançada- final)

Escrita avançadaPsicologiaRoteiro

#024 – Macros ( trate audio com um clique) .

Audio

#025 – Conte uma história

Roteiro

#026 – Decupagem ultimate: Recut ( me salvou 7 horas por video)

Ediçãoferramentaspré-edição

#027 – Clockify

ferramentasYoutube é um trabalho

#028 – Meu processo completo

EdiçãoEmbalagemIdeiasYoutube é um trabalho

#029 – 3 decupangens grátis para o anual.

ferramentaspré-edição

#030 – footage ( Pré- edição)

ferramentaspré-edição

#031 – Pra que serve IA? não pra escrita.

ferramentasIARoteiro

#032 – Biblioteca Amazon

ferramentasmonetização

#009 – Big Idea e a construção

Transcrição da aula

A Big Idea

Essa aula, junto com a próxima, faz parte do método de escrita que eu aprendi com Kauê Tupinambá.

Eu não cheguei a usar esse método no meu vídeo de Blue Lock, mas utilizei no vídeo que estou fazendo agora, de Tokyo Ghoul, e pretendo continuar usando nos próximos. Com o tempo, se eu encontrar alguma coisa que funcione melhor para mim, vou trazer aqui para você.

É um método que facilita muito a organização da escrita. Ele deixa mais claro o que você precisa fazer, agiliza todo o processo e torna muito mais fácil construir um roteiro. Inclusive, é um método simples que roteiristas profissionais usam até para receber informações dos clientes e organizar o trabalho.

A grande ideia do vídeo

A primeira parte é a Big Idea, ou “grande ideia” do vídeo.

Depois que você já garimpou uma ideia na gringa, definiu o tema e criou a thumbnail, a Big Idea serve como um norte para a construção do roteiro. Como a introdução precisa satisfazer a promessa da thumbnail, você já tem uma direção clara antes mesmo de começar a escrever.

Criar uma Big Idea significa resumir, em um parágrafo ou até uma página, tudo o que você quer que exista naquele vídeo.

O que colocar na Big Idea

No vídeo de Blue Lock, por exemplo, a Big Idea poderia ser algo como:

Contar a história do anime abordando o tema principal do egoísmo e todas as lições que podem ser relacionadas à vida, como competitividade, sorte, medo, o conceito do último da fila e qualquer outra ideia importante que faça parte da mensagem do vídeo.

A ideia não é escrever o roteiro inteiro, mas registrar uma visão geral de tudo o que você quer desenvolver.

Não comece escrevendo sem direção

Isso serve para evitar um erro muito comum.

Muita gente decide fazer um vídeo sobre procrastinação, abre um documento em branco e começa simplesmente a escrever tudo o que sabe sobre o assunto.

Quando termina, percebe que o texto ficou desorganizado e nem sabe mais para onde seguir. Esse não é o jeito que escritores profissionais trabalham.

Pense como um autor escreve um livro

Um autor não começa escrevendo a primeira página do livro sem planejamento.

Primeiro ele define o tema principal da obra. Depois organiza as grandes partes do conteúdo e separa os capítulos. Só então começa a escrever cada um deles.

No livro O Poder do Hábito, por exemplo, existe um tema central. A partir dele, o autor divide o conteúdo em partes e capítulos específicos, como hábitos individuais, hábitos das organizações e outros assuntos relacionados.

Cada capítulo desenvolve uma parte da ideia principal.

Primeiro organize, depois escreva

O autor não escreve um capítulo inteiro e só depois pensa no próximo.

Antes de começar, ele já sabe quais assuntos quer abordar, organiza essa estrutura e só então desenvolve cada parte separadamente.

É exatamente essa lógica que a Big Idea traz para a construção de um roteiro.

A Big Idea facilita a organização

Depois de escrever um resumo com tudo o que você quer colocar no vídeo, fica muito mais fácil extrair os capítulos.

A Big Idea praticamente entrega quais serão os tópicos que você vai desenvolver ao longo do roteiro.

Isso acontece porque o ser humano gosta de organização. Existe uma necessidade quase subconsciente de consumir conteúdos que seguem uma estrutura clara.

Transforme a Big Idea em capítulos

Quando você entra em um vídeo do YouTube e vê os capítulos separados por assunto, a experiência fica muito melhor do que simplesmente assistir alguém falando de forma completamente aleatória.

Essa é a primeira função da Big Idea: facilitar a organização do roteiro e permitir que você extraia naturalmente os tópicos ou capítulos do vídeo.

A Big Idea também orienta a pesquisa

Depois que você transforma a Big Idea em capítulos, acontece uma segunda vantagem.

Você passa a saber exatamente o que precisa pesquisar. Cada tópico vira uma direção clara para o seu estudo, evitando que você consuma conteúdo sem propósito.

Vou dar um exemplo usando a Big Idea do meu próximo vídeo.

Um exemplo prático

É um vídeo sobre Tokyo Ghoul, em que percorro a história do Kaneki e tudo o que é relevante para mostrar como ele chegou ao momento da tortura e como conseguiu sair dele.

Além disso, quero falar sobre escolhas, fundo do poço, como ser bonzinho pode não ser algo positivo, a frase do Jason, o peso do arrependimento e fazer paralelos entre a história do Kaneki e a vida.

Só de escrever isso, eu já tenho um mapa completo do que preciso estudar antes de começar o roteiro.

Cada tópico vira uma pesquisa

Quando olho para essa Big Idea, já sei exatamente o que procurar.

Se existe um capítulo sobre fundo do poço, pesquiso esse assunto. Se existe um capítulo sobre dor, procuro estudos sobre dor e neurociência. Se quero falar sobre ser bonzinho, pesquiso esse tema especificamente.

Cada parte da Big Idea gera uma pesquisa diferente.

Pesquise e organize por capítulos

Depois de separar os tópicos, basta pesquisar cada um deles.

Como meus vídeos são sobre animes, uma parte da pesquisa consiste em ler o mangá novamente e separar apenas os momentos mais importantes da história.

Tudo aquilo que considero relevante vai sendo colocado abaixo do capítulo correspondente dentro do documento do roteiro.

Construa um banco de informações

O processo fica bem simples.

Você escolhe um tópico, pesquisa sobre ele e coloca as informações logo abaixo daquele capítulo.

Depois faz o mesmo com o próximo tópico. Pesquisa, organiza e adiciona ao documento.

No final, você terá várias páginas de conteúdo organizadas por assunto.

O trabalho do roteirista começa agora

Depois que toda a pesquisa está pronta, começa o verdadeiro trabalho do roteirista.

Seu papel é pegar tudo aquilo que encontrou — livros, vídeos, artigos, pesquisas e até a própria obra que está analisando — e transformar tudo isso em uma linha de raciocínio única.

No meu caso, eu relaciono esses conceitos com o anime. No seu, você pode relacionar com um filme, uma experiência pessoal ou simplesmente desenvolver o assunto de outra maneira.

Originalidade não é inventar tudo do zero

É importante lembrar que você não deve copiar o texto de outras pessoas.

Seu trabalho é compreender as ideias, dar os devidos créditos quando necessário e reescrever tudo com as suas próprias palavras.

Originalidade não significa criar algo do zero. Significa reunir referências diferentes e construir uma linha de raciocínio que seja sua.

Ligue um assunto ao outro

Depois que você desenvolve um tópico, cria um gancho para o próximo.

É assim que o roteiro começa a ganhar fluidez.

Em vez de parecer uma coleção de informações soltas, ele passa a contar uma história em que cada assunto conduz naturalmente ao seguinte.

Links anexados

Quer entrar na comunidade paga e ter suporte direto do grity?

Server de Discord para análise de seu trabalho, e calls todo mês pra tirar dúvidas e acompanhamento por um ano? Entre no grupo do WhatsApp de espera porque em breve abriremos vagas.