#001 – Comece pelo “Porque”

Psicologia

#002 – A Faisca Do video, “Olhe para fora, Olhe para dentro”

Ideias

#003 – Thumbnails fundamentos

Embalagem

#004 – Thumbs na Prática

Embalagem

#005 – Roteiros, o geralzão para você já aplicar

Roteiro

#006 – como tratar audio

Audio

#007 – princípios da edição

Edição

#008 – A mais importante

Psicologia

#009 – Big Idea e a construção

Roteiro

#010 – Simplicidade (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#011 – Exessos (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#012 – Estilo (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#013 – Público (Escrita avançada)

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#014 – Sonoridade (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#015 – Unidade (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#016 – Lide (intro de livros) e Encadeamento de frazes (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#017 – Comunicação: convicção, entusiasmo e curiosidade.

Escrita avançadaFalaRoteiro

#018 – Audiência

AlgoritimoEscrita avançadaPsicologiaRoteiro

#019 – ECO. A arte de finalizar textos. (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#020 – No começo imite ( Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#021 – Quem é você pra falar disso? (Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#022- Carpintaria ( Escrita avançada)

Escrita avançadaRoteiro

#023 – A qualidade é sua recompensa (Escrita avançada- final)

Escrita avançadaPsicologiaRoteiro

#024 – Macros ( trate audio com um clique) .

Audio

#025 – Conte uma história

Roteiro

#026 – Decupagem ultimate: Recut ( me salvou 7 horas por video)

Ediçãoferramentaspré-edição

#027 – Clockify

ferramentasYoutube é um trabalho

#028 – Meu processo completo

EdiçãoEmbalagemIdeiasYoutube é um trabalho

#029 – 3 decupangens grátis para o anual.

ferramentaspré-edição

#030 – footage ( Pré- edição)

ferramentaspré-edição

#031 – Pra que serve IA? não pra escrita.

ferramentasIARoteiro

#032 – Biblioteca Amazon

ferramentasmonetização

#020 – No começo imite ( Escrita avançada)

Transcrição da aula

Bom gosto

Essa peça aqui é sobre uma coisa chamada bom gosto e como desenvolver bom gosto.

Existem pessoas, meu caro aluno, existem pessoas que você admira em algumas áreas. Elas são boas e você admira. Mas por que você admira elas? Porque elas têm uma coisa chamada bom gosto. As coisas que elas fazem são boas, são legais. Parece que existe um refinamento maior. Sobretudo, parece que a qualidade está um nível acima.

E, muitas vezes, na maioria das vezes, a gente alcança uma qualidade superior no que a gente faz sabendo o que não fazer, não o que fazer a mais, e sim o que deixar de fazer.

Por exemplo, se você pensar qual é a diferença entre um campeão de natação e um nadador amador, a diferença é que o campeão faz muito menos coisas do que o amador.

O amador nada, ele treina academia, ele joga jogos de computador, ele estuda, ele faz vídeo, ele assiste vídeo no YouTube, ele vai para a escola, ele trabalha, ele faz um monte de coisa.

O campeão faz o quê? Ele só nada, porque não tem mais nada além da natação na rotina dele.

Então, quando você fala sobre criar alguma coisa, meio que, ali na sua criação, funciona da mesma forma. E bom gosto é, acima de tudo, saber o que não deixar entrar no seu vídeo.

No começo, você não vai ter bom gosto

E, no começo, cara, você não vai ter bom gosto.

Você vai deixar coisas toscas entrarem no seu vídeo, porque você acha que as coisas toscas que você faz no seu vídeo não são toscas.

Então, como saber se você tem coisas toscas no seu vídeo que você poderia eliminar, deixar ele mais curto e com mais qualidade, eliminando coisas ruins?

Simples. Se pergunte o que outra pessoa acharia do seu vídeo.

O que fulano, que é bem melhor que eu nessa área, acharia do meu vídeo? O que não passaria? O que tem no meu vídeo que não chegaria em um vídeo final do canal de um milhão de inscritos de tal pessoa?

Por exemplo, você tem um canal de gameplay e tem um cara que você admira nas gameplays, o Games Edu.

Você termina o seu vídeo e acha que ele inteiro está bom. Só que daí você se pergunta: tá, o que o Games Edu não deixaria entrar no vídeo final dele? O que ele acharia chato? O que ele acharia ruim?

Aí você começa, não sei se osmose é a palavra, você começa a emular o bom gosto de outra pessoa e, com isso, você começa a imitar outra pessoa.

No começo, imite

E por isso que o título da aula é: No começo, imite.

Não precisa ter vergonha de começar imitando outro youtuber.

O que você não pode é dar Ctrl+C, Ctrl+V no título e também ir no roteiro dele e esperar que isso vá dar bom para você.

Uma vez eu fiz uma coisa parecida com essa e eu quase perdi o canal.

Quem não sabe, o vídeo do Toji… existe um vídeo que é muito parecido lá fora. Só que o meu vídeo é sobre crenças e o vídeo do cara é só um vídeo sobre o Toji mesmo.

Então existe uma diferença, mas mesmo assim o título também e os primeiros 30 segundos do vídeo são praticamente iguais, e eu quase perdi o canal por causa disso.

Por isso que eu tento não assistir mais os mesmos youtubers da minha área. Eu assisto outras coisas.

Mas, no começo, imite. Não tem nenhum problema você começar imitando para emular o bom gosto de outra pessoa, de uma pessoa que tem bom gosto, de uma pessoa que já está há muito tempo fazendo isso na tua frente.

Não tenha medo de perder a sua voz

E o que pode acontecer?

Você pode ter medo de perder a sua voz.

Quando você imita muito alguma pessoa, você pode ficar muito parecido com ela e não ser você mesmo, perder um pouco da sua voz.

Não tenha medo disso.

Com o tempo, a sua voz vai começar a falar mais alto nos seus vídeos do que a sua imitação.

Você vai começar a pensar que: “Hum, isso aqui eu não gostei, isso aqui eu gostei, isso aqui eu vou colocar, isso aqui não.”

Com o tempo você cria.

Quando você começa, não existe no mundo uma maneira de começar alguma coisa que não seja inspirada em outra coisa, nem que seja uma coisa de outra área.

Por exemplo, o cara que inventou o YouTube se inspirou em alguma outra coisa.

Ele quis fazer alguma coisa baseada numa ideia que ele teve na cabeça dele, mas, no começo, ele foi criando o site, foi olhando outros sites para se inspirar e criar alguma coisa nova.

É assim que funciona.

E, no começo, é assim para todo mundo.

Não existe nada novo sob o céu.

Tudo é remodulado, tudo é criativamente moldado.

E o trabalho de uma pessoa criativa é pegar coisas no mundo, misturar e combinar de forma diferente e gerar uma coisa nova.

Quando você mistura coisas que existem fora, aparentemente sem nenhuma conexão, você consegue criar uma coisa nova.

Isso é criatividade.

Criatividade é misturar coisas que já existem e transformar em uma ideia nova.

Conforme você faz isso, você pode perceber que algumas partes do seu vídeo são muito parecidas com tal pessoa que você se inspira.

Mas não tenha medo. Só continua.

Você não vai conseguir fugir disso.

O que você tem que fazer é continuar até a sua prática ser boa o suficiente para você começar a escutar o som da sua própria voz dentro do seu vídeo, até você saber que o seu vídeo é 100% você.

Essa é a meta.

As cascas vão caindo

Esse tipo de casca… você cria algumas cascas quando você começa, porque todo mundo começa se inspirando em alguma coisa.

Eu li num livro do Stephen King sobre escrita, não lembro o nome do livro, que alguns autores eram tão bons que outros imitavam eles para tentar agradar o público. E escreviam na capa assim: “História tal no estilo de tal autor”, porque era para dizer que era uma cópia do estilo do autor.

Então aquilo ali é muito engessado, é cheio de cascas e não tem o estilo próprio do autor. Com o tempo, essas cascas vão caindo. Essa é a meta.

Estimule o imaginário com palavras concretas

Uma coisa que pessoas de bom gosto fazem na escrita, e principalmente em roteiros, em livros e em toda peça de mídia, é estimular o imaginário da pessoa com palavras concretas.

O que eu quero dizer com isso? Vou dar um exemplo.

No meu vídeo sobre Blue Lock tem uma parte em que eu falo sobre um gato atravessando a rua. Se você quer que um gato atravesse a rua, o que você faz?

“Ah, Grity, eu coloco uma gata no cio do outro lado.”

Sim, a sua resposta está correta, velho. E ele vai atravessar tranquilamente.

Mas pensa aqui comigo. O que faria ele atravessar a rua correndo? Esse gato atravessando a rua. Um gato. Um gato atravessando a rua. O que tem de bom nisso?

Calma aí, vocês vão achar que eu estou louco, mas presta atenção.

Eu inicialmente queria escrever: “Se você quer ir de um ponto A para um ponto B.” Beleza. Isso passa a mensagem de ir de um ponto A para um ponto B, se mover. Beleza.

Só que como você imagina um ponto A e um ponto B? Isso não tem imaginativo, porque não são palavras concretas, não são coisas que existem de verdade, não são coisas físicas, não são substantivos.

Que nem: mesa, microfone, computador, segunda tela, lanterna, fone. Esses nomes são coisas. São substantivos, palavras que dão nome às coisas.

E usar eles é muito bom porque transforma uma frase crua, uma frase abstrata, em algo concreto.

E por que isso é bom? Porque ativa o imaginário da pessoa.

Embora vídeos sejam mídias de áudio e de imagem ao mesmo tempo, ou seja, você fornece as duas coisas para o viewer, como a gente trabalha com produção de vídeos, eu, por exemplo, agora trabalho com produção de vídeos mais em massa, eu quero fazer mais e mais e mais vídeos, muitos momentos eu vou estar só eu falando com a câmera.

Então a pessoa vai ter que imaginar as coisas que eu falo.

E quando uma pessoa imagina as coisas que você fala, ela não vai imaginar o seu gato. Ela vai imaginar o gato que ela conhece. Ou seja, ela pode imaginar o gato dela, entende?

E aí é muito mais fácil da pessoa gerar alguma reação emocional, algum sentimento daquele vídeo, daquela mensagem, tocar ela de alguma outra forma.

Por exemplo, imagine desespero. Imagine vazio. Imagine complacência. Imagine imitação.

Você consegue imaginar essas coisas? Algumas coisas você consegue, outras não.

Agora imagine você na sua cama com fome. Imagine você com o controle da sua televisão na mão.

Imagine o momento em que o seu parceiro ou sua parceira chegou e falou que não queria mais você. Calma, não vai chorar.

Essas coisas, substantivos, frases concretas, coisas que existem, árvore, garrafa… é muito mais fácil você descrever uma situação que gere um sentimento do que falar de um sentimento específico.

Coisas concretas, palavras concretas. Isso tem nome. O nome disso são substantivos concretos.

Sabe o que eles fazem? Eles aumentam o poder da frase. Eles aumentam a força da frase.

Sempre que você puder, use substantivos concretos. Coisas que existem, nomes de verdade, coisas que as pessoas podem imaginar.

Não só isso. Quando você for falar de um sentimento, experimente descrever como você estava na situação quando sentia aquilo, ou descrever o que causou aquele sentimento.

É muito mais fácil do que falar para a pessoa: “Imagine tristeza.”

Ela pode imaginar, mas não vai ser tão fácil quanto você falar: “Imagina você no velório de uma pessoa que você gostava muito, segurando a mão fria dela.”

Cara, isso você já imaginou? Você já se imaginou nessa situação, porque provavelmente você já esteve nessa situação.

É muito fácil de imaginar.

Quando a gente usa coisas concretas, fica mais fácil para a pessoa que está te ouvindo ter alguma reação emocional e, por consequência, gostar mais do vídeo, porque ela vai imaginar baseado nas memórias dela.

E as memórias dela têm muito mais peso para ela do que as suas.

É isso.

As pessoas fazem as próprias associações com o seu conteúdo.

Você pode falar o que você quiser lá. O que a pessoa vai ouvir é o que ela conseguir associar com a vida dela.

O que vai pegar nela é o que ela conseguir associar com a vida dela.

E é mais fácil dela associar alguma coisa com a vida dela quando você fala algo concreto, algo sólido, menos palavras sem sentido.

Que eu vou fazer mais uma aula aqui sobre palavras que têm força, força de frase, força de mover um texto para frente. Não palavras que têm poder, mas palavras que têm força de mover um texto para frente, de dar força para a frase, força para o que você está falando, entendeu?

Fechou? Beijo no coração do Grity.

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